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| Foto/Divulgação |
Fiscalização eletrônica será retomada a partir de abril nas rodovias federais do Estado; BR-101, BR-470 e BR-282 estão entre os principais alvos
A trégua acabou. A partir de abril, os radares de velocidade voltarão a funcionar nas rodovias federais de Santa Catarina, reacendendo o alerta entre motoristas e abrindo caminho para uma nova fase de fiscalização pesada nas estradas do Estado.
Depois de um período em que muitos equipamentos ficaram desligados ou operaram de forma parcial, o retorno dos controladores de velocidade promete mudar a rotina de quem trafega pelas BRs catarinenses — e pode representar uma verdadeira avalanche de multas para condutores que insistirem em ignorar os limites.
Nos bastidores, a retomada da fiscalização vem embalada por um contrato milionário. O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) firmou um acordo nacional de R$ 643,3 milhões para instalar, operar e manter radares em dez estados brasileiros, incluindo Santa Catarina.
Radares começam a ser ligados e fiscalização volta com força
A ativação dos equipamentos não acontecerá de uma só vez, mas já está em andamento dentro de um cronograma definido pelo governo federal. Segundo o DNIT, a implantação será feita de forma gradual, conforme avançam a instalação e a execução do contrato.
Na prática, isso significa que os radares começarão a reaparecer no dia a dia dos motoristas de forma escalonada — mas com impacto direto no bolso de quem acelerar além do permitido.
Rodovias mais movimentadas e perigosas entram no radar
Em Santa Catarina, a fiscalização deve atingir justamente os trechos mais movimentados, mais críticos e com maior histórico de acidentes.
Entre as principais rodovias federais que devem receber os equipamentos estão:
- BR-101, principal corredor logístico do Estado
- BR-470, no Vale do Itajaí, marcada por trânsito intenso e acidentes frequentes
- BR-282, BR-153 e BR-158, importantes ligações do Oeste catarinense
A distribuição exata dos radares ainda depende da execução do contrato, mas a expectativa é de que os pontos escolhidos estejam concentrados em áreas consideradas de maior risco.
Nada de escolha aleatória: DNIT vai mirar pontos críticos
Ao contrário do que muita gente imagina, os locais de instalação dos radares não são definidos ao acaso. O DNIT afirma que a seleção segue critérios técnicos previstos em norma oficial, levando em conta fatores como:
- número de acidentes registrados
- fluxo intenso de veículos
- curvas perigosas
- travessias urbanas
- comportamento dos motoristas em relação à velocidade
Ou seja: os radares devem voltar justamente onde o risco de tragédia é maior.
Abril começa com alerta nas estradas
Com a retomada da fiscalização eletrônica, o recado é claro para quem vai pegar a estrada: o excesso de velocidade voltará a ser flagrado automaticamente, sem margem para distração ou imprudência.
A expectativa é de que o retorno dos equipamentos provoque um aumento imediato no número de autuações, principalmente nos primeiros meses, quando muitos condutores ainda não terão percebido que os radares já estão ativos novamente.
Para quem costuma dirigir “no limite” — ou acima dele — abril pode marcar o fim da folga e o início de uma nova dor de cabeça no trânsito catarinense.
Pé pesado agora pode custar caro
Com a volta dos radares, Santa Catarina entra em uma nova etapa de controle nas rodovias federais. E, para milhares de motoristas, isso significa uma mudança simples, mas inevitável: ou reduz a velocidade, ou prepara o bolso.


