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| Foto/Divulgação |
Proposta do vereador Bruno Cunha fortalece inclusão social, combate o preconceito e amplia direitos no município
A Câmara de Vereadores de Blumenau aprovou, na sessão da última terça-feira (31 de março), em segunda votação, o Projeto de Lei nº 9419/2026, que cria a Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Síndrome de Tourette. De autoria do vereador Bruno Cunha (Cidadania), a proposta busca garantir acolhimento, inclusão social, acesso à saúde, apoio às famílias e combate ao estigma enfrentado por quem convive com a condição.
A iniciativa representa um avanço importante para Blumenau ao trazer para o debate público uma síndrome ainda pouco compreendida pela sociedade e frequentemente cercada por preconceitos, desinformação e julgamentos equivocados.
O que é a Síndrome de Tourette?
A Síndrome de Tourette é um transtorno neurológico caracterizado pela presença de tiques motores e vocais involuntários, que geralmente surgem ainda na infância ou adolescência. Esses tiques podem se manifestar de diversas formas, como movimentos repetitivos, piscadas frequentes, caretas, sons involuntários, tosses, estalos ou repetição de palavras.
Apesar de muitas vezes ser tratada de forma superficial ou até caricata, a condição é séria e pode impactar diretamente a rotina, a autoestima, a convivência escolar, a vida profissional e as relações sociais da pessoa diagnosticada.
Em muitos casos, o maior desafio não está apenas nos sintomas, mas no preconceito e na falta de informação. Por isso, especialistas e famílias defendem que a conscientização é uma das ferramentas mais importantes para garantir respeito, acolhimento e qualidade de vida.
Projeto aprovado em Blumenau prevê diagnóstico precoce, acolhimento e conscientização
O texto aprovado pela Câmara de Blumenau estabelece uma série de diretrizes para orientar políticas públicas voltadas às pessoas com Síndrome de Tourette no município.
Entre os principais pontos do projeto estão:
- incentivo ao diagnóstico precoce;
- acompanhamento multiprofissional;
- atendimento educacional adequado;
- capacitação de profissionais da educação e da saúde;
- campanhas de conscientização sobre a síndrome;
- apoio às famílias;
- parcerias com instituições públicas e privadas.
A proposta ainda precisa ser votada em redação final antes de seguir para os próximos trâmites.
Bruno Cunha reforça atuação em defesa da inclusão social em Blumenau
A aprovação do projeto também reforça uma marca do mandato do vereador Bruno Cunha, que tem concentrado parte de sua atuação em pautas ligadas à inclusão social, acessibilidade, saúde pública, educação inclusiva e garantia de direitos.
Ao propor a criação da política municipal, o parlamentar amplia a discussão sobre o cuidado com pessoas neurodivergentes e chama atenção para a necessidade de o poder público enxergar com mais sensibilidade as demandas de quem, muitas vezes, ainda enfrenta invisibilidade social.
A proposta se soma a outras iniciativas voltadas à construção de uma cidade mais inclusiva, humana e preparada para acolher diferentes realidades.
Projeto ajuda a combater preconceito e dar visibilidade à causa
Mais do que estabelecer diretrizes administrativas, o projeto aprovado em Blumenau também tem um papel simbólico importante: dar visibilidade à Síndrome de Tourette e combater o preconceito por meio da informação.
Ao reconhecer oficialmente a necessidade de políticas públicas específicas para esse público, Blumenau avança no debate sobre diversidade, empatia e cidadania, fortalecendo a ideia de que inclusão não deve ser apenas discurso, mas compromisso prático do poder público.
Blumenau amplia debate sobre inclusão e direitos
A criação da Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Síndrome de Tourette mostra que Blumenau começa a ampliar o olhar sobre condições ainda pouco debatidas na esfera pública.
A expectativa é que a proposta contribua não apenas para melhorar o atendimento e a rede de apoio às pessoas com a síndrome, mas também para transformar a forma como a sociedade compreende o tema — com mais respeito, menos preconceito e mais humanidade.
