O caso da merenda escolar em Blumenau voltou ao centro das atenções nesta quinta-feira (7) após a deflagração da Operação Arbóreo, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas. A investigação apura um suposto esquema de fraude em licitação, favorecimento empresarial e pagamento de propina envolvendo contratos públicos da Prefeitura de Blumenau.
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| Foto/Prefeitura de Blumenau/Divulgação |
🚨 Segundo o Ministério Público, o esquema teria movimentado cerca de R$ 3,6 milhões em propina entre 2022 e 2024. O valor teria sido pago a servidores públicos municipais envolvidos no contrato da merenda escolar de Blumenau.
⚠️ Investigação aponta favorecimento à empresa Risotolândia
Conforme a apuração do Ministério Público de Santa Catarina, o esquema teria ocorrido durante o processo licitatório realizado em abril de 2022 para contratação da empresa responsável pela alimentação escolar em Blumenau.
O Ministério Público sustenta que houve:
- Manipulação da licitação
- Acesso antecipado a informações sigilosas
- Manobras jurídicas para favorecer a empresa
- Pagamento milionário de propina
A empresa citada na investigação é a Risotolândia, responsável há anos pelo serviço de merenda escolar da rede municipal de Blumenau.
💰 R$ 3,6 milhões em propina: como funcionaria o esquema
Segundo os investigadores, aproximadamente 3% de cada pagamento feito pela prefeitura retornaria aos servidores envolvidos no esquema criminoso.
🚨 A propina teria alcançado a cifra de R$ 3,6 milhões, de acordo com a investigação conduzida pelo Gaeco.
A promotoria afirma que um dos suspeitos viajava até Araucária, cidade-sede da empresa, para buscar os valores em dinheiro. Depois, o montante seria dividido entre os envolvidos em locais como:
- Casas dos investigados
- Supermercados
- Estacionamento da prefeitura
🚔 Gaeco cumpre mandados em SC e no Paraná
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados nas cidades de:
- Blumenau
- Indaial
- Araucária
Os investigados podem responder por:
- Corrupção ativa
- Corrupção passiva
- Fraude à licitação
- Organização criminosa
🍽️ Contrato da merenda escolar foi rompido
No ano passado, a Prefeitura de Blumenau rompeu o contrato com a empresa após o esgotamento do valor previsto, superior a R$ 30 milhões.
Segundo informações da administração municipal, a Procuradoria-Geral orientou que o contrato não fosse renovado. Após isso, a prefeitura contratou outra empresa em caráter emergencial para manter o serviço de alimentação escolar.
A Risotolândia chegou a tentar uma decisão liminar na Justiça para reverter o rompimento, mas o pedido foi negado.
