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🌲💔 Queda do “Pinheirão” mobiliza cientistas para salvar DNA de uma das maiores araucárias do Brasil em SC

A queda de uma das maiores Araucaria angustifolia do Brasil mobilizou pesquisadores da Embrapa Florestas em uma força-tarefa científica para tentar preservar o patrimônio genético da árvore histórica em Caçador.

Foto/Foto: Katia Pichelli / EmbrapaFlorestas

Conhecida carinhosamente como “Pinheirão”, a gigante araucária era considerada a quarta maior do país, com impressionantes 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro, segundo levantamento do professor Marcelo Callegari Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina.


🧬 Embrapa tenta clonar araucária gigante após queda

Após a confirmação da queda da árvore, equipes da Embrapa Florestas iniciaram a coleta de material genético (DNA) e brotações viáveis para uma tentativa de clonagem da araucária.

O trabalho ocorre na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, área que também abriga a estação da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Segundo o pesquisador Ivar Wendling, ainda foram encontradas brotações capazes de permitir o resgate genético da árvore.

💬 “O ideal é que a coleta deste material ocorra entre cinco e dez dias após a queda. Mesmo assim, observamos brotações ainda viáveis”, explicou.

O material coletado será submetido ao processo de enxertia em laboratório, com previsão de cerca de 100 dias para confirmação do sucesso da clonagem.


🌳 Araucária gigante era símbolo científico e ambiental

O “Pinheirão” era considerado um verdadeiro monumento natural de Santa Catarina e inspirava pesquisadores de diversas partes do mundo.

A árvore ficava em uma área restrita da estação experimental, mas se tornou referência em estudos ambientais e florestais.

Pesquisadores de instituições internacionais como:

  • Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)
  • Universidade Politécnica de Madri
  • CATIE da Costa Rica
  • Rede Internacional de Bosques Modelo do Canadá

já haviam visitado o local para conhecer a gigante araucária catarinense.


📏 Idade da árvore segue um mistério

A idade exata do Pinheirão nunca pôde ser determinada com precisão.

Isso porque o tronco oco impedia a aplicação da dendrocronologia — técnica científica que calcula a idade das árvores pela contagem dos anéis de crescimento.

Mesmo assim, especialistas acreditam que a árvore possuía centenas de anos.

Agora, pesquisadores pretendem retirar partes do tronco em regiões ainda preservadas para tentar estimar ao menos uma idade mínima da araucária histórica.


🌧️ Mudanças climáticas podem ter provocado a queda

Um estudo recente coordenado pelo professor Marcelo Callegari Scipioni aponta que o aumento das chuvas extremas no Sul do Brasil pode estar relacionado à queda de árvores gigantes.

Segundo a pesquisa, o principal fator não seria o vento, mas sim a saturação do solo provocada pelo excesso de chuva.

💬 “O solo perde resistência e compromete a ancoragem das raízes”, explica o pesquisador.

O estudo destaca que árvores centenárias e de grande porte se tornam mais vulneráveis durante fenômenos climáticos intensos associados ao El Niño em Santa Catarina.


📸 Últimos registros emocionam pesquisadores

Os últimos registros oficiais do Pinheirão ainda em pé foram feitos em novembro de 2025 pelos fotógrafos Zé Paiva e Gustavo Fonseca durante o projeto “Reinvenção da Natureza”, do Serviço Social do Comércio (SESC).

Segundo Zé Paiva, o sentimento é de emoção e despedida.

💬 “É muito forte a sensação de sermos os últimos fotógrafos documentando essa árvore tão impressionante.”

A exposição multimídia sobre árvores gigantes da Mata Atlântica deve ser apresentada ainda neste ano em Concórdia e Itajaí.

José Carlos Goes

Sou locutor. Atuei em várias emissoras de rádio em Blumenau por quatro décadas. Atualmente trabalho na Massa FM de Blumenau e mantenho esse blog. Sou jornalista. Trabalhei em vários jornais impressos. Sou blogueiro.

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