Aneel mantém cobrança extra na tarifa de energia devido à redução das chuvas e maior uso de usinas termelétricas
![]() |
| Tânia Rêgo/Agência Brasil/Divulgação |
A conta de luz dos brasileiros continuará mais cara em junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela, o que representa uma cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A decisão foi anunciada pela agência reguladora diante das condições menos favoráveis para a geração de energia no país. Segundo a Aneel, a chegada do período seco reduz o volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, exigindo o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado.
A manutenção da bandeira amarela impacta diretamente milhões de consumidores residenciais, comerciais e industriais em todo o Brasil, que continuarão pagando um valor extra na fatura de energia durante o mês de junho.
Em nota, a Aneel destacou que a medida é necessária para garantir a segurança do abastecimento energético nacional.
"Com a redução das afluências em razão da transição para o período seco do ano, aumenta a necessidade de geração por fontes mais caras, como as termelétricas", justificou a agência.
Entre janeiro e abril deste ano, os consumidores foram beneficiados pela bandeira verde, período em que não houve cobrança adicional na conta de luz devido às condições favoráveis de geração. Já em maio, a Aneel acionou a bandeira amarela pela primeira vez em 2026, cenário que agora se repete em junho.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicador dos custos de geração de energia elétrica no país. As cores sinalizam mensalmente se haverá cobrança extra na conta de luz, conforme as condições de produção de energia.
A definição das bandeiras leva em consideração estudos e projeções realizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por avaliar as condições de operação do sistema e indicar a estratégia mais adequada para garantir o fornecimento de energia em todo o território nacional.
A expectativa do setor elétrico é de que os próximos meses continuem sendo monitorados de perto, já que o avanço do período seco pode influenciar diretamente os custos de geração e, consequentemente, o valor pago pelos consumidores.
