Chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de alagamentos atingem todas as regiões entre terça e quinta-feira. Estado também deve registrar queda acentuada nas temperaturas e influência do El Niño nos próximos meses
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| Foto/ Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC/Divulgação |
A semana será marcada por temporais, mudanças bruscas no tempo e risco elevado para diversas regiões de Santa Catarina. A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil alerta que a chuva ganha intensidade entre terça-feira (30) e quinta-feira (2), com possibilidade de alagamentos, destelhamentos, queda de árvores e danos à rede elétrica.
Segundo os meteorologistas da Defesa Civil, a instabilidade já começou a atuar nesta segunda-feira (29), principalmente entre o Planalto Norte e o Litoral Norte, devido ao avanço de áreas de instabilidade vindas do Paraná. Ao longo da semana, porém, o mau tempo se espalha por todo o estado.
A situação mais crítica está prevista para terça-feira, quando temporais devem atingir todas as regiões catarinenses. O maior risco concentra-se no Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste, onde são esperadas chuvas intensas, descargas elétricas e rajadas de vento, aumentando a possibilidade de transtornos.
Entre quarta-feira (1º) e quinta-feira (2), a chuva perde força no Norte, mas continua intensa nas regiões próximas ao Rio Grande do Sul, especialmente no Extremo Oeste, Oeste, Meio-Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul, onde permanecem elevados os riscos de enxurradas e alagamentos.
Frente fria traz queda brusca nas temperaturas
A partir da noite de quinta-feira, a formação de um ciclone extratropical em alto-mar favorecerá a entrada de uma forte massa de ar frio sobre o estado. O sistema deve encerrar o período de chuva, mas provocará uma queda acentuada das temperaturas.
Na manhã de sexta-feira (3), os termômetros podem marcar menos de 5°C em grande parte de Santa Catarina, com registros negativos nas áreas mais altas da Serra Catarinense. Nesses locais, existe possibilidade de ocorrência de chuva congelada e até flocos de neve, caso haja umidade suficiente durante a chegada do ar polar.
O ciclone também deve deixar o mar agitado, com ondas superiores a 3 metros no Litoral Sul e na Grande Florianópolis, além de ondas entre 2 e 3 metros no Litoral Norte, elevando o risco de alagamentos costeiros.
El Niño deve aumentar volume de chuva nos próximos meses
Além da previsão para esta semana, a Defesa Civil apresentou as tendências climáticas discutidas durante o 243º Fórum Climático Catarinense.
De acordo com a análise dos meteorologistas da Defesa Civil, da Epagri/Ciram, do IFSC e da UFSC, o fenômeno El Niño deve permanecer ativo pelo menos até o início do outono de 2027. Os modelos apontam cerca de 60% de probabilidade de que o evento alcance intensidade muito forte entre a primavera e o verão.
A expectativa é que, já em julho, tradicionalmente um dos meses mais secos do ano em Santa Catarina, as chuvas passem a ocorrer com maior frequência e apresentem volumes acima da média histórica.
A tendência também é de antecipação dos temporais típicos da primavera, aumentando o risco de episódios de granizo, ventos intensos, enxurradas, inundações e deslizamentos, especialmente a partir de setembro.
Defesa Civil reforça orientações
Diante do cenário previsto, a Secretaria da Proteção e Defesa Civil orienta a população a acompanhar diariamente os boletins meteorológicos pelos canais oficiais e adotar medidas preventivas.
Entre as principais recomendações estão:
- Evitar atravessar ruas alagadas e pontes submersas;
- Buscar abrigo durante os temporais, longe de janelas;
- Não permanecer próximo de árvores, postes, placas e muros durante ventos fortes;
- Redobrar os cuidados com idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares durante o frio intenso;
- Ter atenção nas rodovias devido à possibilidade de nevoeiro e formação de gelo em trechos de serra.
Com uma sequência de chuvas intensas, seguida pela chegada de uma forte massa de ar polar, a Defesa Civil recomenda que a população permaneça atenta aos avisos oficiais e acompanhe a evolução das condições meteorológicas ao longo dos próximos dias.
