Novo tremor foi sentido em Caracas e outras cidades enquanto equipes procuram sobreviventes da tragédia causada pelos dois grandes terremotos que devastaram o país
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| Foto/Divulgação |
O clima de apreensão voltou a tomar conta da Venezuela neste sábado (27). Um terceiro terremoto, de magnitude 4,9, atingiu a costa norte do país, sendo sentido em cidades como Caracas e Maracay, em meio às operações de busca por vítimas dos dois fortes terremotos registrados na última quarta-feira (24).
O novo abalo ocorreu quando milhares de socorristas ainda trabalhavam entre prédios destruídos e áreas isoladas. Segundo o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (EMSC), o tremor teve magnitude 4,9 e foi percebido por moradores da região central do país. Até o momento, não há confirmação de novos danos estruturais ou de vítimas provocadas exclusivamente por este terceiro evento, mas as autoridades mantêm o alerta diante da sequência de réplicas.
Tragédia continua
O terceiro terremoto ocorre após os dois violentos abalos de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com apenas 39 segundos de diferença, um fenômeno considerado raro pelos especialistas.
O saldo da tragédia continua aumentando. As autoridades venezuelanas informaram que o número de mortos já ultrapassa 1,4 mil, enquanto milhares de pessoas permanecem desaparecidas, feridas ou desalojadas. Equipes internacionais de resgate reforçam as buscas em áreas de difícil acesso.
Governo mantém estado de emergência
O governo venezuelano mantém o estado de emergência, com controle de acesso às regiões mais atingidas e mobilização das Forças Armadas, bombeiros e equipes de proteção civil.
As autoridades afirmam que as operações seguem concentradas na localização de sobreviventes sob os escombros, enquanto trabalham para restabelecer energia elétrica, comunicações e abastecimento nas cidades afetadas.
Especialistas descartam relação com outros terremotos
A sequência de terremotos gerou especulações nas redes sociais sobre uma possível conexão com outros abalos registrados recentemente em diferentes partes do mundo.
No entanto, especialistas em sismologia afirmam que não existem evidências de que esses terremotos estejam relacionados. Segundo pesquisadores do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e de universidades internacionais, os eventos ocorreram em contextos tectônicos distintos.
Os cientistas explicam que os dois primeiros terremotos na Venezuela formaram um "duplo evento sísmico" (seismic doublet), quando dois grandes rompimentos acontecem quase simultaneamente em falhas próximas. Já o terceiro tremor é tratado como uma réplica, fenômeno esperado após terremotos de grande magnitude.
Situação segue crítica
As autoridades alertam que novas réplicas podem ocorrer nos próximos dias, mantendo elevado o risco para moradores e equipes de resgate.
Enquanto isso, a comunidade internacional amplia o envio de ajuda humanitária, equipamentos e profissionais especializados para apoiar as operações em uma das maiores tragédias naturais já registradas na história recente da Venezuela.
