Sete pacientes precisaram de UTI; idosos e crianças concentram a maior parte dos casos, segundo a Vigilância Epidemiológica
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| Foto/Divulgação |
O aumento dos atendimentos por doenças respiratórias em Pomerode acendeu um alerta nas autoridades de saúde. Dados da Vigilância Epidemiológica do município apontam o registro de nove casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), doença considerada de maior gravidade e de notificação compulsória.
As informações foram divulgadas pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Simone Isabel Steffens da Silva, que acompanha o monitoramento dos casos no município. Segundo ela, embora as síndromes gripais e os casos de Influenza não possuam notificação obrigatória, é possível observar um aumento na procura por atendimento médico devido aos sintomas respiratórios.
O dado que mais preocupa é a gravidade dos casos confirmados. Dos nove pacientes diagnosticados com SRAG, sete precisaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Entre os pacientes, sete são homens e dois são mulheres.
Idosos e crianças são os mais afetados
O levantamento mostra que os casos estão concentrados principalmente nos grupos mais vulneráveis à evolução da doença:
- 5 pacientes têm mais de 50 anos;
- 3 são crianças com menos de 9 anos;
- 1 paciente tem entre 30 e 39 anos.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, esse perfil reforça a necessidade de atenção especial aos idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, que apresentam maior risco de desenvolver complicações respiratórias.
Aumento dos atendimentos respiratórios
De acordo com a coordenadora Simone Isabel Steffens da Silva, o município tem registrado crescimento na procura por atendimento devido a sintomas como febre, tosse e desconforto respiratório.
A justificativa oficial é que apenas os casos que evoluem para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entram nas estatísticas obrigatórias de notificação, enquanto os quadros leves de gripe e Influenza não são contabilizados oficialmente.
Vacinação continua sendo a principal proteção
A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação contra a Influenza continua sendo a medida mais eficaz para reduzir o risco de casos graves, internações e mortes.
Apesar de um aumento recente na procura pela imunização, a cobertura vacinal ainda é considerada abaixo do ideal. Os profissionais lembram que a proteção completa é alcançada aproximadamente duas semanas após a aplicação da vacina.
Prevenção segue essencial
Além da vacinação, a orientação das autoridades de saúde é manter medidas simples de prevenção, como higienizar frequentemente as mãos, manter os ambientes ventilados, adotar etiqueta respiratória, utilizar máscara em caso de sintomas e evitar contato com pessoas doentes.
Os dados divulgados têm como base o monitoramento da Vigilância Epidemiológica de Pomerode e o painel oficial do CIEGES, que acompanha os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Estado.
