Governador de Santa Catarina pede pacificação política e afirma que continuará defendendo os interesses do Estado; manifestação ocorre após Lula vencer a eleição presidencial e senador deixar o Brasil
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| Foto: Eduardo Valente/Secom/Divulgação |
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), defendeu a pacificação política e prometeu respeitar o funcionamento das instituições brasileiras e o resultado das urnas, em sua primeira manifestação pública após a eleição presidencial. A declaração ocorre em meio à repercussão nacional e internacional da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um novo mandato, e à saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil.
Em vídeo publicado nas redes sociais na quarta-feira (28), Jorginho afirmou que o momento exige responsabilidade, transparência e iniciativas capazes de reduzir os conflitos políticos.
“Eu continuarei cumprindo a missão da qual nunca abrirei mão, defendendo os interesses de Santa Catarina, com firmeza e responsabilidade, respeitando as instituições e o resultado final das urnas”, declarou o governador.
Governador pede pacificação
A manifestação ocorre três dias após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), que confirmou a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.
Jorginho, que apoiou o candidato do PL durante a campanha, destacou a posição política do eleitorado catarinense e afirmou que o Estado esperava uma mudança no comando do governo federal.
Segundo o governador, sete em cada dez votos em Santa Catarina foram destinados a Flávio Bolsonaro, resultado que, na avaliação dele, demonstra o posicionamento político predominante no Estado.
Apesar da derrota do aliado, Jorginho defendeu a necessidade de superar as divergências.
“Não é hora de aprofundar feridas, mas sim curá-las”, afirmou.
O governador também mencionou questionamentos sobre o processo eleitoral e cobrou transparência, mas reiterou o compromisso de respeitar o resultado das urnas.
Saída de Flávio Bolsonaro aumenta tensão política
A declaração de Jorginho ocorre em um cenário de forte turbulência política envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, derrotado na disputa presidencial e que deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos.
Segundo informações da Polícia Federal, Flávio cruzou a fronteira com a Argentina na terça-feira (27), de onde seguiu em avião particular, passando pelo Equador, até chegar à região de Miami.
A saída ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador de deixar o país e ordenou a entrega dos passaportes à Polícia Federal.
A corporação informou que investiga as circunstâncias da saída e que não encontrou registros de passagem do parlamentar por postos oficiais de controle migratório brasileiro.
Flávio é investigado em inquéritos no STF e nega irregularidades. A Polícia Federal também ressaltou que a existência de restrições sobre documentos de viagem, isoladamente, não caracteriza a condição de foragido.
Vitória de Lula repercute internacionalmente
A eleição brasileira também ganhou destaque no cenário internacional. A vitória de Lula, em uma disputa marcada pela polarização política, mobilizou repercussões no exterior e colocou novamente o Brasil no centro das atenções diplomáticas e políticas.
O resultado ampliou o contraste entre a decisão nacional das urnas e o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro em Santa Catarina, onde o candidato do PL obteve ampla vantagem.
Enquanto o ambiente político segue marcado por disputas e questionamentos, a declaração de Jorginho Mello coloca em evidência a defesa do respeito às instituições e da estabilidade democrática.
O governador, por sua vez, reafirmou que manterá o foco nos interesses de Santa Catarina, sinalizando que pretende preservar sua atuação política e administrativa diante do novo cenário nacional.
