Dona Maria, 91 anos, e a reinvenção do mercado de trabalho: um exemplo de inclusão e oportunidade

Foto/Assessoria/Divulgação

Etarismo. É o preconceito e discriminaçao contra a idade no mercado de trabalho, que infelizmente domina o pensamento da maioria dos ambientes corporativos.

Esse preconceito afeta principalmente pessoas acima de 50 anos, vistos erroneamente como menos produtivos ou adaptáveis. Isso resultado em exclusão, falta de oportunidades, e impactos negativos na saúde mental e no desenvolvimento profissional.

Isso gera:

Para o profissional: Baixa autoestima, ansiedade, depressão, estagnação na carreira, perda de renda.

Para a empresa: Perda de talentos, redução da inovação, diminuição da competitividade, imagem negativa, e prejuízo à diversidade e cultura organizacional.

O poder judiciário de Santa Catarina é uma das instituições que abraça a luta contra o preconceito  às pessoas de idade.

Diz em seu site:

É essencial abordarmos um preconceito que pode afetar a saúde mental de pessoas que são discriminadas pela idade que têm.

Devemos entender que envelhecer é um efeito natural do tempo, que acontece com pessoas, objetos e animais. E, sim, você vai envelhecer, se o tempo permitir. Mas enquanto isso não acontece, cuidado com o preconceito.

E o portal do judiciário catarinense destaca ainda que a American Psychological Association afirma que o preconceito de idade é uma questão séria, que deve ser tratada da mesma forma que a discriminação baseada em gênero, etnia ou orientação sexual, por exemplo, visto que pode acarretar sentimentos de exclusão, baixa autoestima e isolamento, afetando diretamente a saúde mental.

Para ajudar a combater esse preconceito, devemos aumentar a consciência pública sobre os problemas que a discriminação de idade cria, sensibilizando a todos de que o envelhecimento é um processo natural que não impede necessariamente o indivíduo de realizar atividades físicas ou cognitivas de maneira satisfatória.

Precisamos rever conceitos desatualizados que colocam pessoas mais velhas na posição de fardos sociais e pessoas novas como inexperientes, e disponibilizar à sociedade um debate mais assertivo sobre o assunto.

Algumas ações que podem ajudar a combater o preconceito etário são:

•    realizar campanhas de comunicação para aumentar o conhecimento e a compreensão do processo natural da vida na mídia, entre o público em geral, os legisladores, os empregadores e os prestadores de serviços;

•    legislar para não haver discriminação contra pessoas mais velhas (ou muito jovens);

•    garantir que uma visão equilibrada do envelhecimento seja apresentada na mídia;

•    conscientizar e dialogar sobre o etarismo e suas consequências nas escolas e na sociedade em geral; e

•    valorizar a experiência e os conhecimentos dos mais velhos, aceitando a contribuição com a sua sabedoria e vivências.

Em Blumenau existem bons e maus exemplos. Vou hoje me ater a um grande exemplo ocorrido no último dia 5 de janeiro. Veio do empresário Luciano Hang que não se sente triste ao ser chamao de Véio da Havan. Aliás ele utiliza isso como markting pessoal.

E seu grande exemplo foi o da contratação de Dona Maria Wostehoff, de 91 anos para trabalhar na Loja do Castelinho em Blumenau. Ele se sensibilizou com um vídeo que a Dona Maria mandou pra ele pedindo emprego.

OUÇA O PODCAST: 

Ouça "Dona Maria, 91 anos, e a reinvenção do mercado de trabalho: um exemplo de inclusão e oportunidade" no Spreaker.

José Carlos Goes

Sou locutor. Atuei em várias emissoras de rádio em Blumenau por quatro décadas. Atualmente trabalho na Massa FM de Blumenau e mantenho esse blog. Sou jornalista. Trabalhei em vários jornais impressos. Sou blogueiro.

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