Após mais de 1.200 atendimentos, Blumenau realiza internação involuntária para tentar salvar mulher

Foto/Divulgação

Caso extremo mobiliza assistência social, saúde e polícia após anos sem avanço no tratamento

Depois de mais de uma década de tentativas sem sucesso, a Prefeitura de Blumenau realizou nesta quinta-feira (16) uma internação involuntária em Blumenau considerada de alta complexidade.

A ação envolveu equipes da assistência social, saúde e apoio da Polícia Militar de Santa Catarina, em uma intervenção vista como última alternativa diante do agravamento do quadro.

📊 Mais de 1.200 atendimentos e nenhum avanço significativo

A mulher, de 44 anos, natural de Curitibanos, era acompanhada desde 2015.

Os números impressionam:

  • 1.058 atendimentos sociais
  • 207 atendimentos na saúde
  • acompanhamento contínuo por equipes de rua

Mesmo com toda a rede pública envolvida, não houve evolução consistente no tratamento.

⚠️ Dependência química e risco constante nas ruas

De acordo com a equipe técnica, o caso envolve dependência química grave associada a transtornos mentais, com histórico recorrente de permanência em situação de rua.

A decisão pela internação involuntária foi tomada após avaliação detalhada, diante do risco contínuo à própria saúde e segurança.

🏥 Medida é extrema — e usada como último recurso

A internação involuntária em Blumenau é aplicada apenas quando todas as outras alternativas falham.

Prevista em lei, a medida exige:

  • laudo médico
  • acompanhamento técnico
  • limite máximo de 90 dias

🗣️ Prefeitura fala em “intervenção de cuidado”

“Nosso objetivo é oferecer uma oportunidade para quem já não consegue mais buscar ajuda por conta própria. É uma intervenção de cuidado que visa restabelecer a dignidade e abrir portas para uma futura reintegração social”, afirmou o prefeito Egidio Ferrari.

🔎 Caso reacende debate sobre internação involuntária

A situação levanta novamente a discussão sobre o uso da internação involuntária para dependentes químicos, especialmente em casos de vulnerabilidade extrema.

Entre especialistas, o tema divide opiniões entre a necessidade de intervenção e os limites dos direitos individuais.

José Carlos Goes

Sou locutor. Atuei em várias emissoras de rádio em Blumenau por quatro décadas. Atualmente trabalho na Massa FM de Blumenau e mantenho esse blog. Sou jornalista. Trabalhei em vários jornais impressos. Sou blogueiro.

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