Santa Catarina dá volta por cima após pandemia e dispara na indústria de alimentos

Foto/Secom/SC/Divulgação

Estado cresce 5,9% em 2025, quase quatro vezes acima da média nacional, impulsionado por safra recorde, exportações e força do agro

Depois de enfrentar os efeitos devastadores da pandemia da Covid-19, Santa Catarina vive uma virada econômica histórica. Em 2025, a fabricação de produtos alimentícios no estado cresceu 5,9%, desempenho quase quatro vezes superior à média nacional, que ficou em 1,5%, segundo dados do IBGE. O resultado coloca Santa Catarina entre os maiores destaques do país e reforça a força da agroindústria como motor da recuperação catarinense.

O estado alcançou a quarta colocação no ranking nacional, atrás apenas de Rio Grande do Sul (7,1%), Pará (7%) e Rio de Janeiro (6,1%). Mais do que um avanço industrial, os números revelam a consolidação de uma nova fase econômica construída após um dos períodos mais desafiadores da história recente. (jmais.com.br)


Da crise ao crescimento: Santa Catarina transforma trauma da pandemia em potência produtiva

Durante a pandemia do coronavírus, Santa Catarina enfrentou um cenário de forte pressão econômica. Houve impactos no consumo, dificuldades logísticas, aumento de custos de produção, retração de mercados e incertezas em diversos setores da economia. Mesmo sendo essencial, a cadeia de alimentos sofreu com gargalos operacionais, falta de previsibilidade e tensão no comércio internacional.

Mas o que poderia ter se transformado em estagnação virou reação.

No pós-pandemia, o estado respondeu com rapidez e organização. O setor produtivo catarinense passou a investir ainda mais em tecnologia, eficiência, gestão, automação, rastreabilidade e expansão de mercado, especialmente no agronegócio e na indústria alimentícia. O resultado aparece agora em números robustos e em uma recuperação acima da média brasileira.

Santa Catarina não apenas resistiu à crise: ela se reestruturou e cresceu.


Safra recorde ajudou a puxar a indústria de alimentos em Santa Catarina

A força da indústria alimentícia em 2025 está diretamente ligada ao desempenho do campo. A safra de grãos 2024/2025 registrou crescimento de 20,7%, saltando de 6,5 milhões para 7,85 milhões de toneladas. O avanço criou um ambiente favorável para abastecimento, competitividade e expansão da agroindústria catarinense. (agricultura.sc.gov.br)

Os principais produtos apresentaram alta expressiva:

Segundo dados oficiais da agricultura catarinense, o desempenho foi impulsionado pela combinação entre clima favorável, aumento de produtividade e adoção de novas tecnologias no campo.

Na prática, isso significa mais matéria-prima, maior capacidade industrial e mais competitividade dentro e fora do país.


Exportações bilionárias consolidam Santa Catarina como potência dos alimentos

Outro fator decisivo para o crescimento da indústria de alimentos foi o avanço das exportações. Em 2025, Santa Catarina exportou cerca de 2 milhões de toneladas de carnes, entre frango, suínos e outros produtos, alcançando US$ 4,5 bilhões em faturamento. O resultado representa crescimento de 8,4% em relação a 2024, acima inclusive da média geral das exportações catarinenses, que subiram 4,4% no período. (agricultura.sc.gov.br)

A carne de frango liderou os embarques:

  • 1,2 milhão de toneladas exportadas
  • US$ 2,45 bilhões em receita

Já a carne suína também teve desempenho histórico:

Os dados reforçam o papel de Santa Catarina como um dos principais polos exportadores de proteína animal do Brasil, com reconhecimento internacional em sanidade, qualidade e capacidade produtiva.


Indústria de alimentos cresce acima do Brasil e mostra força da recuperação catarinense

O crescimento de 5,9% da fabricação de alimentos tem peso estratégico porque vai além do desempenho isolado de um setor. Ele representa a consolidação de um modelo econômico catarinense baseado em:

  • produção agrícola forte
  • integração entre campo e indústria
  • inovação e tecnologia
  • capacidade exportadora
  • eficiência produtiva
  • resposta rápida a crises

Em um cenário nacional ainda marcado por oscilações e desaceleração em alguns segmentos, Santa Catarina conseguiu acelerar sua recuperação e se posicionar entre os estados mais competitivos do Brasil.


Pós-pandemia mudou o perfil da economia catarinense

A pandemia deixou cicatrizes, mas também acelerou transformações profundas no setor produtivo. O que antes era visto como adaptação emergencial virou estratégia permanente.

Entre as mudanças que ajudaram a impulsionar o crescimento atual estão:

  • modernização da produção rural;
  • aumento da mecanização e da automação industrial;
  • fortalecimento das cadeias logísticas;
  • maior foco em segurança sanitária;
  • ampliação da presença em mercados externos;
  • busca por produtividade e eficiência para enfrentar custos elevados.

Esse movimento ajudou Santa Catarina a sair do período mais crítico da pandemia com uma economia mais preparada, mais competitiva e mais conectada com as demandas do mercado global.


Santa Catarina colhe hoje o que plantou na crise

O avanço da indústria de alimentos em 2025 é, também, reflexo de um comportamento típico da economia catarinense: transformar dificuldade em reação.

Enquanto muitos setores ainda buscavam estabilidade após os anos mais duros da Covid-19, Santa Catarina acelerou investimentos, fortaleceu sua base produtiva e consolidou cadeias estratégicas como a do agronegócio e da indústria alimentícia.

Agora, os números mostram que essa estratégia deu resultado.

O estado não apenas retomou o ritmo — ele passou a crescer acima da média nacional e a ampliar sua relevância no cenário brasileiro.


Perspectiva é de continuidade e expansão

A tendência é que o setor continue em alta nos próximos anos, especialmente se o estado mantiver o ritmo de investimento em tecnologia, logística, produção agrícola e acesso ao mercado internacional.

Com o campo em expansão, a indústria aquecida e as exportações em patamar elevado, Santa Catarina reforça sua posição como referência nacional na produção de alimentos.

E a mensagem que fica é clara:
o estado que enfrentou os impactos da pandemia com trabalho e reorganização agora colhe os frutos de uma retomada sólida, moderna e sustentável.

José Carlos Goes

Sou locutor. Atuei em várias emissoras de rádio em Blumenau por quatro décadas. Atualmente trabalho na Massa FM de Blumenau e mantenho esse blog. Sou jornalista. Trabalhei em vários jornais impressos. Sou blogueiro.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem