A Associação Empresarial de Blumenau (ACIB) divulgou nesta quarta-feira (13) uma forte nota de repúdio após as revelaçþes da Operação Ponto Final, deflagrada pelo GAECO, que investiga um suposto esquema de cartel, fraude em licitaçþes, corrupção e superfaturamento de contratos públicos em Blumenau e cidades da região.
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| Foto/Divulgação |
No comunicado, a entidade afirmou receber com “tristeza e indignação” as informaçþes divulgadas pelas investigaçþes e defendeu que os fatos sejam apurados com rigor, transparĂŞncia e responsabilidade.
A ACIB tambĂŠm destacou que as suspeitas investigadas nĂŁo podem comprometer a imagem da maioria do empresariado blumenauense, formado por empresas e empreendedores que atuam de forma sĂŠria, responsĂĄvel e dentro da legalidade.
đŹ “Blumenau foi construĂda por imigrantes que chegaram sem nada e ergueram tudo com trabalho, honestidade e perseverança. Essa ĂŠ a nossa herança”, destacou a entidade.
đ O que investiga a Operação Ponto Final
Segundo o MinistÊrio Público de Santa Catarina, o esquema teria atuado desde 2020 no direcionamento de licitaçþes e superfaturamento de obras públicas.
As investigaçþes apontam a atuação de três núcleos:
• nĂşcleo econĂ´mico, formado por empresĂĄrios da construção
• nĂşcleo pĂşblico, composto por servidores e agentes pĂşblicos
• nĂşcleo tĂŠcnico, integrado por engenheiros e fiscais responsĂĄveis por mediçþes fraudulentas
De acordo com o promotor responsåvel pelo caso, cerca de 80% das obras públicas de Blumenau eram executadas por empresas investigadas por suposta participação no esquema.
đ° O MinistĂŠrio PĂşblico estima que contratos superiores a R$ 560 milhĂľes estejam ligados Ă s apuraçþes, com suspeita de aproximadamente R$ 117 milhĂľes em propinas, superfaturamentos e aditivos irregulares.
đ A operação cumpriu 50 mandados de busca e apreensĂŁo em 16 cidades catarinenses. TambĂŠm foram determinadas medidas cautelares contra investigados, incluindo uso de tornozeleira eletrĂ´nica e suspensĂŁo de contratos com o poder pĂşblico.
Segundo o GAECO, hĂĄ ainda indĂcios de lavagem de dinheiro atravĂŠs de empresas de fachada e rede de postos de combustĂveis utilizados para ocultar recursos ilĂcitos.
đ️ Em nota, a Prefeitura de Blumenau informou que colabora com as investigaçþes e disponibilizou os documentos solicitados pelas autoridades.
đ A ACIB afirmou que, caso as irregularidades sejam confirmadas pela Justiça, os responsĂĄveis devem responder pelos atos praticados e defendeu o fortalecimento dos mecanismos de controle e transparĂŞncia nas licitaçþes pĂşblicas.
