O Juízo da Vara da Infância e Juventude da Capital arquivou nesta semana o procedimento investigatório sobre a morte do cão comunitário Orelha, caso que ganhou grande repercussão nacional após denúncias de supostos maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis.
![]() |
| Foto/Repçrodução/Redes Sociais/Divulgação |
A decisão, homologada nesta quinta-feira (14), confirma o entendimento apresentado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que concluiu não haver provas de que os adolescentes investigados estivessem com o animal no momento da suposta agressão.
Segundo a investigação, uma nova análise das imagens de monitoramento revelou inconsistências nos horários registrados pelos sistemas utilizados inicialmente no caso, provocando um erro na reconstrução da cronologia dos fatos.
📹 Nova análise das câmeras mudou linha do tempo
De acordo com o MPSC, o sistema de câmeras do condomínio onde estava um dos adolescentes apresentava horário adiantado em relação ao sistema público Bem-Te-Vi, utilizado para monitorar o deslocamento do cão.
Com a correção dos horários, os investigadores concluíram que o adolescente e o cão Orelha estavam a cerca de 600 metros de distância um do outro no horário inicialmente apontado como o momento da suposta agressão.
A manifestação encaminhada à Justiça possui aproximadamente 170 páginas e reúne a análise de quase dois mil arquivos digitais, incluindo vídeos, fotografias e dados extraídos de celulares apreendidos.
🩺 Laudo veterinário descartou agressões
Outro ponto considerado decisivo foi o resultado da perícia veterinária realizada após a exumação do corpo do animal.
Segundo o laudo técnico, não foram encontradas fraturas ou lesões compatíveis com espancamento ou agressão física.
A perícia identificou sinais de osteomielite, uma grave infecção óssea crônica localizada na mandíbula do cão.
Conforme o Ministério Público, as evidências técnicas e testemunhais indicam que a morte do animal, posteriormente submetido à eutanásia, ocorreu em decorrência do quadro clínico preexistente e não por maus-tratos.
⚖️ Caso teve repercussão nacional
O cão Orelha era conhecido na região da Praia Brava, em Florianópolis, e frequentemente aparecia em estabelecimentos e áreas públicas da comunidade.
O caso ganhou repercussão nacional no início de 2026 após denúncias nas redes sociais apontarem uma suposta agressão praticada por adolescentes.
Na decisão desta semana, a Justiça homologou o pedido de arquivamento apresentado pelo Ministério Público.
Além disso, o MPSC também solicitou apuração sobre eventual divulgação indevida de informações sigilosas e possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais.
🚨 As autoridades agora investigam se houve disseminação de informações falsas durante a repercussão do caso, incluindo possíveis ganhos financeiros com conteúdos publicados na internet.
