Investigação aponta que execução teria sido ordenada por organização criminosa; um dos alvos foi preso durante festa de aniversário
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| Foto/Divulgação/PCSC |
A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu entre segunda-feira (25) e terça-feira (26) um mandado de prisão preventiva e três mandados de internação provisória relacionados a um homicídio registrado no dia 8 de fevereiro deste ano, no Morro Dona Edith, em Blumenau.
A operação foi realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Homicídios do Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Blumenau.
Segundo as investigações, o assassinato teria sido planejado e executado sob ordens de uma organização criminosa, em uma dinâmica conhecida como “tribunal do crime” — prática em que grupos criminosos promovem julgamentos paralelos e aplicam punições violentas contra pessoas consideradas desafetas ou suspeitas de descumprir regras impostas pela facção.
Os alvos da operação são um jovem de 20 anos e três adolescentes de 15, 16 e 17 anos.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito maior de idade foi localizado na segunda-feira enquanto comemorava o próprio aniversário. Contra ele, também foram cumpridos outros dois mandados judiciais pendentes das comarcas de Blumenau e Criciúma, ligados a atos infracionais análogos aos crimes de tráfico de drogas e tentativa de homicídio, praticados quando ainda era adolescente.
Após o cumprimento das ordens judiciais, o investigado foi encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau, onde permanece à disposição da Justiça.
Já os três adolescentes foram apreendidos na manhã desta terça-feira (26) e encaminhados ao Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (CASEP).
Investigação destaca atuação de facção criminosa
Conforme a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios, o crime no Morro Dona Edith teria ocorrido dentro da lógica imposta por integrantes de uma facção criminosa atuante na região.
A Polícia Civil afirma que o homicídio apresenta características típicas de um chamado “tribunal do crime”, quando integrantes de organizações criminosas determinam punições e execuções à margem da lei.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre a motivação do assassinato nem a identidade da vítima, para preservar o andamento das investigações.
Direito à defesa
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a legislação brasileira.
