Ação do Gaeco em Gaspar é desdobramento da Operação Mensageiro e foca na recuperação de patrimônio supostamente obtido por meio de corrupção e fraude em licitações
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| Foto/Reprodução/Divulgação |
Gaspar voltou a ser alvo de uma grande operação do Ministério Público de Santa Catarina na manhã desta terça-feira (2). Batizada de "DNA do Crime", a ação é um desdobramento da Operação Mensageiro e tem como foco a identificação, bloqueio e recuperação de bens supostamente adquiridos com recursos provenientes de crimes contra a administração pública.
A ofensiva foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e resultou no cumprimento de sete mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão em empresas e residências localizadas em Gaspar, Blumenau e Curitiba (PR).
Além das medidas judiciais, foram apreendidos 95 veículos, entre automóveis de passeio e veículos pesados, e determinado o bloqueio de 19 imóveis e aproximadamente R$ 66 milhões em bens e valores.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pela investigação, os alvos são suspeitos de utilizar uma estrutura empresarial e familiar para ocultar e dissimular patrimônio supostamente obtido por meio de esquemas de corrupção de agentes públicos e fraudes em processos licitatórios.
De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam que os envolvidos teriam adotado diferentes mecanismos para dar aparência de legalidade aos recursos. Entre eles estariam a elaboração de contratos fictícios, a realização de empréstimos simulados entre empresas e pessoas físicas ligadas ao mesmo grupo e a utilização de "laranjas" para a constituição e movimentação de empresas.
Desdobramento da Operação Mensageiro
Conforme o Gaeco, a Operação DNA do Crime surgiu a partir de investigações desenvolvidas na sexta fase da Operação Mensageiro, que apura supostos casos de corrupção e fraude em licitações envolvendo contratos públicos em diversas cidades catarinenses.
O objetivo desta nova etapa é aprofundar a apuração sobre possíveis práticas de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito, além de localizar e bloquear patrimônios que possam ter sido adquiridos com recursos de origem criminosa.
As autoridades afirmam que parte dos investigados possui condenações e outras ações judiciais em andamento relacionadas a crimes contra a administração pública, além de manter contratos públicos em execução.
Origem do nome da operação
O nome "DNA do Crime" foi escolhido porque, segundo os investigadores, o grupo investigado teria forte vínculo familiar. A apuração aponta a participação de parentes próximos, incluindo irmãs, filhos, cunhados e noras, na estrutura empresarial analisada pelas autoridades.
Direito à defesa
Até o momento, as informações divulgadas são resultado das investigações conduzidas pelos órgãos de controle e persecução penal. Os fatos ainda serão analisados pela Justiça ao longo do processo.
Os investigados têm garantidos os direitos constitucionais ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência, cabendo ao Poder Judiciário determinar eventual responsabilidade criminal após o devido processo legal.
