Terremotos devastam Venezuela e deixam ao menos 164 mortos

Dois fortes tremores atingiram o norte do país em intervalo de menos de um minuto; centenas seguem desaparecidos e operações de resgate mobilizam ajuda internacional

Foto/Reprodução/Divulgação

A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias de sua história recente após dois fortes terremotos atingirem o país na noite de quarta-feira (24). Até as 7h30 desta quinta-feira (25), as autoridades venezuelanas confirmavam 164 mortes e 971 feridos, enquanto centenas de pessoas continuavam desaparecidas sob os escombros de prédios, residências e estabelecimentos destruídos pela força dos tremores.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e tiveram epicentros próximos às cidades de San Felipe e Yumare, no norte do país. A sequência de abalos provocou destruição em larga escala e desencadeou uma operação nacional de emergência.

Mais de 500 equipes de resgate atuam simultaneamente nas regiões afetadas. Bombeiros, militares, agentes da Defesa Civil e voluntários trabalham sem interrupção na tentativa de localizar sobreviventes entre estruturas colapsadas.

Em várias cidades, familiares acompanham com angústia os trabalhos de busca, aguardando notícias de parentes desaparecidos. O cenário é marcado por prédios destruídos, ruas bloqueadas e milhares de pessoas desalojadas.

Resgates renovam esperança

Apesar da dimensão da tragédia, os trabalhos de busca têm registrado momentos de esperança. Imagens divulgadas pela imprensa e pelas redes sociais mostram equipes retirando sobreviventes dos escombros sob aplausos de moradores e familiares.

As cenas se repetem em diferentes localidades atingidas e simbolizam a resistência da população diante da maior catástrofe sísmica registrada na Venezuela em mais de um século.

Especialistas alertam, porém, que as próximas horas serão decisivas para aumentar as chances de encontrar pessoas com vida sob as estruturas destruídas.

La Guaira concentra destruição

A região de La Guaira apresenta o quadro mais crítico. Dezenas de edifícios desabaram completamente e bairros inteiros sofreram danos severos.

Diante da situação, o governo venezuelano decretou estado de emergência nacional. As autoridades determinaram a suspensão das aulas, interromperam atividades consideradas não essenciais e transformaram escolas, hotéis e ginásios em abrigos temporários para milhares de desabrigados.

Hospitais também operam acima da capacidade, recebendo vítimas transferidas de diversas regiões do país.

Tremores foram sentidos em países vizinhos

Os abalos sísmicos foram percebidos além das fronteiras venezuelanas. Moradores da Colômbia, de países do Caribe e de áreas próximas à fronteira norte do Brasil relataram ter sentido os tremores.

Segundo relatos, municípios de Roraima e do norte do Amazonas registraram percepção dos abalos, mas sem informações sobre danos estruturais ou vítimas.

Ajuda internacional começa a chegar

A tragédia mobilizou governos e organismos internacionais. Diversos países anunciaram apoio humanitário e colocaram equipes especializadas à disposição das autoridades venezuelanas.

Entre os países que confirmaram auxílio estão Brasil, Estados Unidos, México, República Dominicana, Catar e El Salvador.

De acordo com informações divulgadas pelo governo venezuelano, especialistas estrangeiros devem reforçar as operações de busca e resgate nas próximas horas.

Projeções preocupam autoridades

Embora o número oficial de mortos esteja em 164 até o momento, especialistas alertam que o balanço pode aumentar significativamente.

Uma estimativa preliminar divulgada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indica que o desastre pode resultar em um total entre 10 mil e 100 mil mortes, dependendo da extensão dos desabamentos e da quantidade de pessoas que ainda permanecem desaparecidas.

As projeções são consideradas preliminares e dependem da evolução das buscas e da consolidação dos dados oficiais.

Enquanto máquinas removem toneladas de concreto e aço das áreas atingidas, milhares de famílias seguem acompanhando as operações com a esperança de reencontrar parentes com vida. A Venezuela vive, neste momento, uma corrida contra o tempo diante de uma tragédia que já entrou para a história do país.

José Carlos Goes

Sou locutor. Atuei em várias emissoras de rádio em Blumenau por quatro décadas. Atualmente trabalho na Massa FM de Blumenau e mantenho esse blog. Sou jornalista. Trabalhei em vários jornais impressos. Sou blogueiro.

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