Ministério da Saúde suspende aplicação do imunizante contra a dengue enquanto investiga dois óbitos e dezenas de reações adversas graves
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| Foto/Divulgação |
Duas mortes registradas após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan levaram o Ministério da Saúde a interromper preventivamente a estratégia de vacinação em todo o país. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (8) e tem caráter cautelar, enquanto especialistas investigam se existe relação entre os casos e o imunizante.
Segundo dados oficiais, cerca de 500 mil doses já haviam sido aplicadas quando foram identificados 42 eventos adversos considerados graves, incluindo três casos de maior complexidade. Entre eles, duas pessoas morreram e uma precisou de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sobreviveu.
As autoridades reforçam que, até o momento, não há comprovação científica de que a vacina tenha provocado os óbitos.
O que aconteceu
O Ministério da Saúde informou que decidiu suspender temporariamente a vacinação após identificar ocorrências que não haviam sido observadas durante os estudos clínicos do imunizante.
De acordo com a pasta, os pacientes apresentaram sintomas compatíveis com formas graves da dengue em um intervalo de até três semanas após a imunização. A investigação agora busca esclarecer se existe relação de causa e efeito ou se os episódios ocorreram apenas de forma coincidente.
Enquanto isso, as doses já distribuídas aos estados e municípios devem permanecer armazenadas e não poderão ser aplicadas.
Quando isso ocorreu
A suspensão foi anunciada oficialmente em 8 de junho de 2026.
Os casos analisados aconteceram durante a fase inicial da campanha de vacinação, que havia começado com grupos prioritários e profissionais da saúde.
Situação atual
Atualmente, a estratégia de vacinação com a vacina Butantan-DV permanece interrompida de forma preventiva.
O Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan trabalham em conjunto para analisar os casos notificados.
A orientação oficial é de acompanhamento das pessoas vacinadas recentemente e aprofundamento das investigações antes de qualquer decisão sobre a retomada da campanha.
O que dizem as autoridades
Em declaração pública, o ministro da Saúde afirmou que os eventos registrados representam um sinal de alerta que exige investigação detalhada antes da continuidade da vacinação.
O governo federal também destacou que os episódios graves não haviam sido detectados nos estudos clínicos realizados com aproximadamente 11 mil participantes.
Já o Instituto Butantan participa das análises técnicas e mantém colaboração com os órgãos reguladores para esclarecer os casos.
Investigação continua
Especialistas ressaltam que a suspensão preventiva é um procedimento previsto nos protocolos de segurança de medicamentos e vacinas sempre que surgem eventos inesperados.
Até a conclusão das análises, não existe confirmação oficial de vínculo entre a vacina e as mortes registradas.
As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades sanitárias, respeitando critérios técnicos e científicos. Eventuais conclusões dependerão dos laudos e das avaliações em andamento, assegurando transparência no processo e o direito ao contraditório e à ampla apuração dos fatos.
