Equipes são treinadas para operar novos equipamentos de reanimação cardiorrespiratória; município passa a integrar grupo seleto de cidades catarinenses com a tecnologia nas ambulâncias
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| Foto: Banco de imagens/Semus/Divulgação |
O Samu de Blumenau deu mais um passo para ampliar a capacidade de atendimento em ocorrências graves. As equipes participaram nesta terça-feira (28) de um treinamento prático para operar quatro novos equipamentos de reanimação cardiorrespiratória automática, tecnologia que mantém as compressões torácicas de forma contínua durante o transporte do paciente até o hospital.
Com a incorporação dos dispositivos, Blumenau passa a integrar o grupo de apenas oito cidades de Santa Catarina que contam com esse tipo de equipamento em ambulâncias em operação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A capacitação teve duração de cerca de duas horas e preparou médicos, enfermeiros e socorristas para utilizar corretamente os aparelhos em situações de parada cardiorrespiratória, uma das emergências médicas mais críticas.
Tecnologia aumenta a qualidade da reanimação
Os equipamentos automatizam as compressões torácicas, mantendo ritmo e profundidade constantes mesmo durante o deslocamento da ambulância. Na prática, isso permite que a equipe concentre esforços em outros procedimentos essenciais, como ventilação, administração de medicamentos e monitoramento do paciente.
Segundo especialistas, a qualidade das compressões é um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de sobrevivência em casos de parada cardiorrespiratória, especialmente durante o transporte até uma unidade hospitalar.
Investimento em estrutura e capacitação
O prefeito Egidio Ferrari destacou que o investimento em tecnologia precisa ser acompanhado pela qualificação dos profissionais.
"De nada adianta ter a melhor tecnologia se não houver profissionais capacitados para operá-la. Estamos investindo nos dois pilares: estrutura e pessoas."
Já o secretário municipal de Promoção da Saúde, Marcelo Lanzarin, ressaltou que cada minuto é decisivo nesses atendimentos.
"Os novos equipamentos garantem reanimação contínua mesmo durante o deslocamento da ambulância. Aliados à capacitação dos nossos socorristas, oferecemos à população um atendimento mais ágil e com mais chances de salvar vidas."
Estrutura do Samu em Blumenau
O Samu de Blumenau opera a partir de uma base própria inaugurada em 2021, localizada no bairro Salto Weissbach. A estrutura conta com duas ambulâncias, equipes distribuídas em diferentes turnos e espaços destinados à higienização, esterilização, armazenamento de medicamentos, administração e descanso dos profissionais.
O serviço integra a rede estadual do Samu 192, que atende 100% do território catarinense. Atualmente, Santa Catarina dispõe de 104 Unidades de Suporte Básico (USB), 30 Unidades de Suporte Avançado (USA), sete ambulâncias para transporte inter-hospitalar, cinco motolâncias e sete aeronaves entre helicópteros e aviões para atendimentos de maior complexidade.
Atendimentos em Blumenau
A Prefeitura e o Samu não divulgaram, junto ao anúncio dos novos equipamentos, números atualizados específicos sobre a quantidade de paradas cardiorrespiratórias atendidas pelo serviço em Blumenau. Esses dados normalmente integram estatísticas operacionais internas e não são publicados de forma detalhada pelo município.
Ainda assim, a modernização acompanha o fortalecimento da rede de urgência e emergência da cidade, que busca reduzir o tempo de resposta e ampliar a eficiência dos atendimentos pré-hospitalares. Em âmbito estadual, o Samu realizou mais de 205 mil atendimentos em 2025, evidenciando a importância do serviço para a assistência de urgência em Santa Catarina.
Mais segurança nos casos mais graves
A chegada dos novos equipamentos coloca Blumenau entre os municípios catarinenses mais estruturados para o atendimento de emergências cardiovasculares. A combinação entre tecnologia, treinamento especializado e uma rede integrada de atendimento representa um avanço importante na assistência pré-hospitalar e pode aumentar as chances de sobrevivência de pacientes que sofrem parada cardiorrespiratória, especialmente nos minutos críticos entre o atendimento inicial e a chegada ao hospital.
