Município completa duas semanas sem registros da doença; autoridades atribuem resultado às ações de combate ao mosquito e à mobilização da população
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| Reprodução/Divulgação |
A Prefeitura de Blumenau, por meio da Secretaria de Promoção da Saúde (Semus), informou que o município não registrou nenhum novo caso de dengue entre os dias 13 e 27 de julho. Com isso, a cidade permanece com 11 casos confirmados da doença desde o início de 2026, sem nenhuma morte registrada neste ano.
O cenário é considerado bastante diferente do vivido nos últimos anos, quando Blumenau enfrentou sucessivas epidemias de dengue. Mesmo com a redução expressiva dos casos, a administração municipal reforça que a população deve manter os cuidados para impedir a proliferação do Aedes aegypti, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água parada.
Segundo a prefeitura, a queda dos casos é resultado de um conjunto de fatores. Entre eles estão a intensificação das ações de vigilância epidemiológica, o trabalho permanente dos agentes de combate às endemias, a eliminação de focos do mosquito, as campanhas de conscientização e a maior participação da comunidade no combate aos criadouros. As condições climáticas mais favoráveis durante o inverno também contribuem para reduzir a circulação do mosquito, mas as autoridades alertam que isso não elimina o risco de novos casos.
A Secretaria de Promoção da Saúde destaca que o monitoramento continua sendo realizado diariamente e que as equipes permanecem mobilizadas para identificar rapidamente qualquer foco do mosquito ou suspeita da doença. A orientação é que moradores também recebam os agentes de endemias e denunciem possíveis criadouros.
Memória da maior epidemia
A situação atual contrasta com o período mais crítico da dengue em Blumenau. Durante a epidemia registrada em 2024, o município contabilizou milhares de casos e confirmou 11 mortes provocadas pela doença, no pior cenário da história da cidade.
A última morte registrada naquela epidemia foi confirmada pela Prefeitura em junho de 2024, encerrando um dos períodos mais graves enfrentados pelo município desde a chegada do vírus.
Mesmo com o atual controle da doença, a Prefeitura ressalta que o combate ao mosquito deve continuar durante todo o ano, já que basta um pequeno volume de água parada para permitir a reprodução do Aedes aegypti e favorecer o surgimento de novos casos.
