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| Foto/Redes Sociais/Divulgação |
A frente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis, foi palco de protestos nesta quinta-feira (29/01) pela morte do cão comunitário conhecido como Orelha. Manifestantes exigiram justiça, responsabilização dos envolvidos e penas mais duras para crimes de maus-tratos a animais.
A manifestação teve início no final da tarde e contou com a presença de moradores, defensores dos direitos dos animais e ativistas. Apesar da chuva e do frio, o grupo se manteve firme em frente ao prédio do Judiciário.
Trouxeram cartazes, entoaram gritos de ordem e exibiram imagens do animal para expressar sua indignação coletiva. Durante o ato, as pessoas exigiram respostas rápidas da Justiça, além de pedirem mais transparência na investigação e ações concretas para prevenir futuros casos de violência contra animais.
Os organizadores do protesto delinearam três solicitações principais: primeiro, pediram punições severas para os que agrediram o animal; em seguida, defenderam a necessidade de alterações na legislação estadual para aumentar as penas por maus-tratos; e por último, solicitavam um acesso mais abrangente às informações do inquérito, incluindo dados que pudessem acelerar a conclusão do caso.
De acordo com os manifestantes, apenas a mobilização popular pode assegurar que crimes dessa natureza não fiquem impunes. Por conta disso, o grupo pretende seguir com a mobilização nos próximos dias. O cão Orelha era um animal comunitário na região da Praia Brava, no Norte da Ilha, há vários anos, sendo cuidado por moradores e comerciantes, tornando-se uma figura conhecida entre os locais e turistas.
No início de janeiro, Orelha foi severamente agredido e encontrado ferido. Após ser levado a uma clínica veterinária, ele não sobreviveu às feridas. Devido à gravidade de seu estado de saúde, os responsáveis pelo resgate decidiram pela eutanásia, seguindo orientações médicas. Desde então, o caso gerou uma intensa repercussão em Florianópolis.
Após a divulgação da morte do animal, os moradores começaram a organizar protestos públicos e passaram a exigir ações das autoridades policiais e judiciais. Além do ato na Capital, grupos de proteção animal organizaram manifestações em outras cidades do país. Nas redes sociais, o caso ganhou destaque nacional e se tornou um símbolo da luta contra a violência direcionada aos animais. Ao mesmo tempo, personalidades e influenciadores se uniram à causa.
Veja reportagem sobre a mobilização da Polícia Civil de Santa Catarina para elucidar o caso Orelha:
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