A morte da jovem Maria Luiza Bogo Lopes, de apenas 18 anos, e de sua filha Djennifer, em Indaial, ganhou novos desdobramentos e ampliou a pressão sobre a investigação de possível negligência médica em Santa Catarina.
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| Foto/Reprodução/Redes/Sociais/Divulgação |
O caso, que provocou forte comoção no Vale do Itajaí, teve uma reviravolta após a confirmação de que o exame de dengue da gestante deu negativo, contrariando a suspeita inicial de dengue hemorrágica apontada durante o atendimento médico.
⚠️ Jovem grávida buscou atendimento por quatro dias seguidos
Segundo a investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, Maria Luiza estava grávida de 28 semanas e procurou atendimento no Hospital Beatriz Ramos durante quatro dias consecutivos.
Ela apresentava sintomas graves como:
- Febre
- Dores intensas no corpo
- Vômitos
- Manchas na pele
A família afirma que, mesmo com o agravamento do quadro, a jovem teria sido medicada e liberada em todas as ocasiões.
💔 Tragédia terminou com morte da mãe e da bebê
No dia 2 de abril, a jovem desmaiou em uma unidade de saúde e foi transferida em estado gravíssimo para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau.
Ela passou por uma cesariana de emergência, mas a bebê nasceu sem sinais vitais. Horas depois, Maria Luiza também morreu.
O atestado aponta como causas:
- Síndrome HELLP
- Descolamento prematuro da placenta
- Coagulação intravascular disseminada
🔎 Polícia investiga possível erro ou negligência médica
O delegado Aderlan Camargo informou que a investigação agora está centrada nas decisões clínicas tomadas durante os atendimentos.
“A apuração está focada na análise das condutas médicas adotadas diante da evolução do quadro clínico da vítima.”
A Polícia Civil também investiga:
- Possível falso negativo no exame de dengue
- Falhas no diagnóstico
- Condutas adotadas pela equipe médica
- Tempo de resposta no atendimento
🏥 Médico é afastado e caso vai ao CRM
Diante da repercussão, o Hospital Beatriz Ramos confirmou o afastamento preventivo de um dos médicos envolvidos.
O hospital informou que:
- O afastamento é cautelar
- Não representa confirmação de culpa
- O caso foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina (CRM-SC)
⚖️ Caso segue sob sigilo e terá novos depoimentos
A investigação da morte da grávida em Indaial continua sob sigilo. Novas perícias indicaram necessidade de:
- Novos interrogatórios
- Reavaliação técnica do atendimento
- Oitiva de profissionais envolvidos
🚨 Caso gera comoção e levanta debate sobre atendimento médico
A tragédia reacendeu discussões sobre:
- Atendimento emergencial a gestantes
- Diagnóstico precoce
- Estrutura hospitalar
- Segurança nos atendimentos públicos de saúde
O caso segue mobilizando familiares, autoridades e moradores de toda a região.
