Ex-prefeito diverge de Egídio Ferrari e defende novo processo licitatório para manter segurança nas escolas
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| Foto/Reprodução Redes Sociais/Divulgação |
BLUMENAU – O ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL) usou as redes sociais para se posicionar contra a decisão do prefeito Egídio Ferrari (PL) de substituir a vigilância armada nas escolas e Centros de Educação Infantil (CEIs) da rede municipal por porteiros.
A manifestação ocorre em meio à repercussão das investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), que apuram supostas irregularidades em contratos públicos firmados durante a gestão anterior. Entre eles, está o contrato com a empresa Orcali, que foi rescindido pela atual administração.
O que aconteceu
A Prefeitura de Blumenau decidiu encerrar o contrato com a empresa responsável pelos serviços de vigilância armada nas unidades de ensino. Como alternativa, a administração municipal anunciou a adoção de um novo modelo de segurança, baseado na atuação de porteiros.
A medida gerou forte repercussão e mobilizou pais, responsáveis e integrantes da comunidade escolar, que defendem a permanência dos vigilantes armados nas escolas.
Hildebrandt faz nova manifestação pública
Esta é a segunda vez que Mário Hildebrandt se pronuncia sobre assuntos relacionados às recentes operações do GAECO.
Na primeira manifestação, divulgada após o início das investigações, o ex-prefeito afirmou desconhecer os fatos investigados e ressaltou que não é alvo de nenhuma das três apurações em andamento.
Agora, ao abordar a mudança na segurança das escolas, Hildebrandt adotou um posicionamento contrário ao do atual prefeito e defendeu que a Prefeitura realizasse uma nova licitação para garantir a continuidade do serviço.
"Eu preciso me posicionar. Nossa cidade passa por um momento difícil. Como muitos blumenauenses, acompanho tudo o que está acontecendo com indignação, tristeza e preocupação. Sempre trabalhei com seriedade e respeito pelas pessoas. Por isso considero fundamental que todos os fatos sejam apurados e esclarecidos com transparência e responsabilidade", declarou.
Em outro trecho, o ex-prefeito afirmou que, embora considere correta a retirada da empresa investigada, não concorda que as escolas fiquem sem a presença dos vigilantes armados.
Segundo ele, a solução seria a abertura de um novo processo licitatório pela Prefeitura para assegurar a manutenção da segurança nas unidades de ensino.
Debate ganha força nos bastidores políticos
A manifestação de Hildebrandt também amplia a disputa política nos bastidores de Blumenau. Apesar de ambos integrarem o mesmo partido, o posicionamento público do ex-prefeito coloca os dois líderes em lados opostos de um dos temas mais sensíveis para a população.
Nas redes sociais, as opiniões estão divididas. Parte dos internautas concorda com a defesa da permanência da vigilância armada. Outros lembram que as investigações do Ministério Público envolvem contratos celebrados durante a gestão anterior e citam a participação de ex-integrantes daquele governo entre os investigados.
Investigações seguem em andamento
Até o momento, não há informação de que Mário Hildebrandt seja investigado nas operações em curso, conforme declarou publicamente o próprio ex-prefeito.
As apurações do Ministério Público continuam em andamento e têm como objetivo esclarecer possíveis irregularidades relacionadas a contratos públicos.
Conforme determina a legislação brasileira, todos os investigados têm direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência, não havendo condenação judicial definitiva sobre os fatos apurados.
