Medida anunciada por Teerã ocorre após acusações de violação de trégua por Estados Unidos e Israel e reacende preocupação sobre o fluxo mundial de petróleo e gás
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| Foto/Tasnim News Agency/Divulgação |
O Irã anunciou neste sábado (20) o fechamento do Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas pela agência Reuters, em uma decisão que amplia a tensão geopolítica no Oriente Médio e impacta diretamente o mercado global de energia. A medida foi tomada após acusações de que Estados Unidos e Israel teriam violado um acordo de trégua recente.
O que aconteceu
De acordo com a reportagem, a Guarda Revolucionária do Irã determinou o fechamento da rota marítima estratégica e emitiu alertas a embarcações para que evitem a área, considerada uma das mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural.
O governo iraniano justificou a decisão citando supostos “crimes” atribuídos a Israel no Líbano e alegadas violações de compromissos por parte dos Estados Unidos relacionados ao cessar-fogo.
Impacto imediato na navegação
Apesar da decisão anunciada por Teerã, o Comando Central dos Estados Unidos informou que 55 navios mercantes atravessaram o Estreito de Ormuz neste sábado, indicando que a circulação marítima ainda ocorre na região.
O estreito é considerado um ponto crítico do comércio internacional, por onde passa uma parcela significativa das exportações globais de petróleo e gás.
Contexto das negociações
Segundo informações da mídia estatal iraniana, representantes de alto escalão de Teerã viajaram para a Suíça para participar de conversas com os Estados Unidos previstas para começar neste domingo.
O encontro diplomático teria mediação do Paquistão e ocorre em meio a tentativas de manter um acordo provisório de cessar-fogo por quatro meses, assinado recentemente entre as partes.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, também indicou que deve participar das negociações.
Cenário de tensão internacional
A possível interrupção ou restrição do tráfego no Estreito de Ormuz aumenta a preocupação de governos e mercados internacionais, já que a região é considerada estratégica para o abastecimento energético global.
Até o momento, as informações foram divulgadas por agências internacionais e autoridades militares, sem confirmação independente de implementação total do bloqueio.
Com informações da Agência Reuters
