Governo federal reforça preparação para eventos extremos e defende criação da chamada “cultura do risco” entre a população
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| Foto//Evandro Derze/Pref. Rio Branco/Divulgação |
O avanço do El Niño já coloca o Brasil em estado de atenção para o segundo semestre. Com a confirmação do fenômeno climático pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o governo federal intensificou a articulação com estados e municípios para minimizar os impactos de possíveis secas no Nordeste e enchentes no Sul do país.
Segundo especialistas, o fenômeno deve ganhar força nos próximos meses e pode se tornar um dos mais intensos registrados desde 1950.
Governo prepara ações preventivas
Durante participação no programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que a coordenação entre os entes federativos é permanente e que o planejamento antecipado é essencial diante da dificuldade de prever com precisão os efeitos dos eventos climáticos extremos.
De acordo com o ministro, regiões mais vulneráveis precisam receber suprimentos antes que os impactos da estiagem ou das chuvas intensas comprometam o acesso das comunidades.
“É preciso que combustível, alimentos e outros insumos cheguem antes da estiagem. Em alguns casos, quando a seca se instala, o acesso só é possível por helicóptero”, destacou.
Nordeste sob risco de estiagem
As projeções indicam que o Nordeste poderá enfrentar períodos prolongados de seca, com impactos no abastecimento de água, na agricultura e na vida das populações mais vulneráveis.
Por isso, a estratégia do governo inclui reforço logístico, armazenamento de alimentos e preparação de estruturas para garantir assistência às comunidades que possam ficar isoladas.
Sul pode ter chuvas acima da média
Enquanto o Nordeste deve enfrentar falta de chuva, o cenário para o Sul do Brasil é oposto. O Inmet prevê precipitações acima da média, aumentando o risco de enchentes, alagamentos, deslizamentos e outros eventos extremos.
Os estados da região já acompanham os prognósticos climáticos e trabalham em ações preventivas para reduzir danos à população.
“Cultura do risco” é prioridade
Outro ponto destacado pelo ministro foi a necessidade de desenvolver no país uma verdadeira cultura do risco, conceito que envolve a conscientização da população sobre alertas meteorológicos e medidas de autoproteção.
Segundo Waldez Góes, não basta emitir avisos: é preciso que a população compreenda os riscos e saiba como agir diante das emergências.
“Se uma autoridade emite um alerta, você tem que respeitar. Mas, para respeitar, é preciso conhecer, participar e aprender a lidar com essas situações”, afirmou.
O ministro também ressaltou a importância do sistema Defesa Civil Alerta, ferramenta que envia mensagens emergenciais diretamente para celulares sem necessidade de cadastro prévio.
Cenário exige atenção
Com a intensificação prevista do El Niño, autoridades federais reforçam que a prevenção será fundamental para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos.
A combinação de seca no Nordeste e chuvas intensas no Sul deve exigir respostas rápidas dos governos e maior participação da população, que passa a ser peça fundamental na estratégia nacional de prevenção e resposta a desastres.
Com informações da Agência Brasil
