Polícia Militar anuncia reforço de rondas ostensivas para suprir ausência dos profissionais, enquanto comunidade cobra garantias de segurança
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| Foto/Rogério Pires/Divulgação |
A retirada dos vigilantes armados das escolas municipais de Blumenau dominou o debate realizado nesta quinta-feira (11) na Câmara de Vereadores e acendeu um alerta entre parlamentares, pais, educadores e forças de segurança. Diante do fim do contrato atual, a Polícia Militar informou que vai intensificar as rondas ostensivas nas unidades de ensino para tentar suprir a ausência desses profissionais.
A preocupação com a transição para o novo modelo de segurança foi o principal ponto levantado durante a reunião da Comissão Legislativa Temporária Especial da Segurança Escolar. O receio compartilhado pelos participantes é que haja um período de vulnerabilidade até a implantação das novas ferramentas tecnológicas prometidas pela Prefeitura.
Segundo o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Heintje Heerdt, a corporação reforçará a presença nas escolas a partir de 26 de junho. De acordo com ele, policiais militares temporários serão empregados nas ações de segurança escolar e nas rondas preventivas.
Além disso, a Polícia Militar anunciou que as câmeras das unidades de ensino serão integradas ao sistema do COPOM e à Central de Controle Operacional (CCO) do município, medida que, segundo a corporação, deverá ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência.
Comunidade teme redução da proteção
Apesar das medidas anunciadas, vereadores e representantes da comunidade escolar manifestaram forte preocupação com o encerramento da vigilância armada.
O relator da comissão, vereador Professor Gilson de Souza, afirmou que as escolas ainda apresentam vulnerabilidades e que muitas delas necessitam de planos de segurança específicos. Ele questionou quais garantias serão oferecidas às famílias até que o novo sistema tecnológico esteja plenamente implantado.
A vice-presidente da comissão, vereadora Silmara Miguel, destacou que uma das maiores inquietações da população é a possibilidade de redução da proteção nas escolas durante o período de transição. Segundo ela, a Procuradoria da Criança e do Adolescente da Câmara encaminhará uma série de recomendações e questionamentos ao Executivo municipal para buscar mais transparência sobre as medidas adotadas.
Prefeitura aposta em tecnologia
A secretária municipal de Educação, Simone Probst, informou que a administração trabalha em uma nova licitação para fortalecer a segurança escolar por meio de recursos tecnológicos, como controle de acesso, reconhecimento facial e catracas eletrônicas.
Conforme explicou, a expectativa é que o novo sistema esteja em funcionamento no início do ano letivo de 2027, embora o cronograma dependa dos trâmites legais do processo licitatório.
A secretária também afirmou que o município realiza uma contratação emergencial para evitar que as escolas fiquem sem qualquer tipo de controle de acesso durante esse período.
Comissão busca alternativas
A presidente da comissão, vereadora Cristiane Loureiro, informou que o grupo pretende apresentar sugestões ao prefeito e discutir soluções para a fase de transição entre o fim da vigilância armada e a implantação completa das novas tecnologias.
Ela também anunciou que a comissão fará visitas às escolas e aos Centros de Educação Infantil (CEIs) para identificar vulnerabilidades estruturais e contribuir com propostas para o fortalecimento da segurança.
O debate evidenciou um consenso entre os participantes: a necessidade de garantir que a substituição dos vigilantes armados não represente uma diminuição da proteção dos estudantes, professores e demais profissionais da educação.
Enquanto o novo modelo não é implantado, a estratégia apresentada pelas autoridades é ampliar a presença policial nas escolas por meio de rondas ostensivas, reforçando a sensação de segurança e a capacidade de resposta diante de eventuais ocorrências.
OUÇA O QUE DIZ A PRESIDENTE DA COMISSÃO CRISTIANE LOUREIRO SOBRE O DEBATE:
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