Massa de ar polar avança sobre Santa Catarina e derruba temperaturas já no início da estação; Defesa Civil alerta para geada, neve pontual e sensação térmica extrema nas regiões mais altas
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| Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom/Divulgação |
O inverno de 2026 começa oficialmente neste domingo (21) em Santa Catarina sob uma forte onda de frio. Uma massa de ar polar avança sobre o Estado e deve provocar temperaturas negativas, formação de geada e possibilidade de precipitação invernal nas áreas mais altas já no início da estação.
A previsão é da Defesa Civil de Santa Catarina, que aponta a intensificação do frio entre segunda (22) e terça-feira (23), quando o ar polar deve atuar com mais força sobre todas as regiões catarinenses.
Segundo os meteorologistas do órgão, o episódio configura uma onda de frio, caracterizada por temperaturas abaixo da média por pelo menos cinco dias consecutivos.
“Estamos diante de uma massa de ar frio intensa, com potencial para registrar valores negativos do Oeste aos Planaltos”, explicou o meteorologista Caio Guerra.
Frio extremo já foi registrado antes do inverno
Mesmo antes da chegada oficial da estação, Santa Catarina já enfrentou madrugadas geladas. Em Bom Jardim da Serra, os termômetros chegaram a -7,3°C, um dos menores índices do ano. Urupema e Urubici também registraram temperaturas abaixo de zero.
Com a nova massa de ar polar, os modelos indicam que os valores podem voltar a cair fortemente, principalmente nas áreas mais elevadas do Estado.
Precipitação invernal pode ocorrer nas áreas altas
A combinação entre umidade e frio intenso pode favorecer episódios de precipitação invernal, fenômeno que inclui:
- Neve em pontos isolados do Planalto Sul
- Chuva congelante e chuva congelada
- Formação de geada e sincelo
De acordo com os técnicos da Defesa Civil, esses fenômenos devem ocorrer de forma pontual, especialmente em regiões serranas.
El Niño influencia comportamento do inverno
O comportamento do inverno catarinense também será impactado pela atuação do El Niño. Segundo a Defesa Civil, o fenômeno deve reduzir a duração dos períodos de frio intenso, mas aumentar a frequência de dias chuvosos ao longo da estação.
“Teremos massas de ar frio atuando, mas com menor persistência. Já as chuvas tendem a ser mais frequentes a partir de julho”, destacou Caio Guerra.
Mesmo assim, o órgão reforça que o inverno segue como a estação mais fria do Estado, com variações significativas entre regiões.
Impactos e recomendações à população
A Defesa Civil alerta para riscos associados ao frio intenso, especialmente em áreas serranas e rodovias:
- aumento de doenças respiratórias e cardiovasculares
- possibilidade de congelamento de pistas em regiões altas
- redução de visibilidade por nevoeiros
- mar agitado no litoral devido à passagem de frentes frias
A orientação é que a população acompanhe os boletins oficiais e redobre os cuidados com idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade.
O inverno segue até 22 de setembro, quando começa a primavera de 2026 no Hemisfério Sul.
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