Defesa da esposa apresenta relato diferente sobre morte de Carlo Fabio Tomelin; caso provoca forte repercussão no Vale do Itajaí
![]() |
| Foto/Reprodução Redes Sociais |
A morte do empresário Carlo Fabio Tomelin, de 48 anos, proprietário da Tomelin Esquadrias de PVC, continua cercada de questionamentos e mobiliza a atenção de moradores, empresários e autoridades em todo o Vale do Itajaí. O caso, registrado em Indaial na noite de domingo (31), ganhou novos desdobramentos após a divulgação de vídeos nas redes sociais e a manifestação pública da defesa da esposa da vítima.
Conhecido no setor da construção civil e das esquadrias, Tomelin era uma figura respeitada no meio empresarial regional. Sua morte provocou uma onda de manifestações de pesar, homenagens e pedidos por esclarecimentos sobre as circunstâncias do ocorrido.
Segundo informações da Polícia Militar, o empresário foi encontrado gravemente ferido na Avenida Minas Gerais, em Indaial, com traumatismo craniano. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Beatriz Ramos, mas não resistiu aos ferimentos, tendo a morte confirmada na madrugada de segunda-feira (1º).
Nova versão apresentada pela defesa
Após a ampla repercussão do caso, o advogado Rodrigo Novelli, que representa a esposa de Tomelin, apresentou uma versão diferente daquela inicialmente divulgada.
De acordo com o defensor, o casal retornava para casa após um passeio por Balneário Camboriú e Blumenau quando iniciou uma discussão dentro do veículo.
Segundo o relato atribuído à mulher, o relacionamento era marcado por conflitos frequentes e, em algumas ocasiões, teria havido agressões físicas, embora ela nunca tenha registrado boletins de ocorrência.
Conforme a versão apresentada pela defesa, diante da discussão, a mulher decidiu deixar o local.
"Quando entrou no carro, ele se pendurou no estribo da caminhonete e caiu ao solo", afirmou o advogado.
Novelli informou ainda que não teve acesso ao inquérito policial e que sua cliente já prestou depoimento formal à Polícia Civil.
Vídeos ampliam repercussão
A circulação de imagens de câmeras de monitoramento e de vídeos compartilhados nas redes sociais ampliou ainda mais a repercussão do caso.
Um dos registros mostra o momento em que um veículo deixa o local após um barulho semelhante a uma queda. Em seguida, o empresário aparece caído na via.
Outro vídeo, gravado posteriormente, mostra um veículo passando sobre o corpo da vítima que já estava na pista. No entanto, as imagens divulgadas até o momento não permitem determinar de forma conclusiva como ocorreram os fatos nem estabelecer eventual responsabilidade criminal.
Segundo a defesa, embora esse momento não apareça nos vídeos que circulam publicamente, a mulher teria retornado ao local e prestado socorro à vítima.
O advogado também afirmou que um vizinho teria testemunhado uma discussão entre o casal antes da ocorrência.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil mantém a investigação para esclarecer toda a dinâmica dos acontecimentos.
Entre os pontos que ainda serão analisados estão os depoimentos das testemunhas, as imagens de monitoramento da região, os laudos periciais e demais elementos técnicos que possam indicar se houve acidente, omissão de socorro ou eventual prática criminosa.
Até o momento, não houve divulgação oficial de conclusões por parte dos investigadores.
Comoção no Vale do Itajaí
A morte de Carlo Fabio Tomelin gerou forte comoção em Indaial e em diversas cidades do Vale do Itajaí.
Empresários, amigos, clientes e familiares utilizaram as redes sociais para prestar homenagens ao empresário, lembrado por sua atuação à frente da Tomelin Esquadrias de PVC e pela presença ativa no setor empresarial da região.
O sepultamento ocorreu nesta terça-feira (2), no Cemitério Municipal de Indaial, reunindo familiares, amigos e pessoas próximas.
Direito à ampla defesa
O caso segue sob investigação e não há, até o momento, conclusão oficial sobre as circunstâncias da morte.
As informações divulgadas representam versões apresentadas por testemunhas, pela defesa e pelas autoridades envolvidas na apuração. Eventuais investigados possuem direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência, conforme determina a legislação brasileira.
